Tem comida que alimenta e tem comida que abraça! E poucas coisas despertam tanto essa sensação quanto uma panelada saindo quentinha do fogão a lenha. O cheiro da fumaça, o caldo borbulhando devagar, o barulho da chama estalando… tudo parece carregar um pouco de memória afetiva. É um tipo de preparo que exige tempo, paciência e cuidado, e talvez seja justamente isso que faça tanta diferença no sabor final.

No Rio, restaurantes de diferentes estilos têm colocado o fogo no centro da experiência. De cozinha caipira a restaurantes autorais premiados, reunimos casas que mantêm o fogão a lenha como parte da identidade da cozinha. Entre galinhadas, feijoadas, legumes assados e receitas cheias de afeto, confira cinco lugares para comer no Rio e se aquecer nesse clima de inverno e festa junina:

Aprazível

Aprazível começou com jantares entre amigos na casa de Ana Castilho, em Santa Teresa, e virou um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade. Entre árvores, caminhos escondidos e vista para o Centro, a Lapa e a Baía de Guanabara, a casa serve uma cozinha brasileira sem pressa, feita com ingredientes orgânicos e biodinâmicos de pequenos produtores. A galinhada caipira com arroz biodinâmico, sobrecoxa orgânica e banana-da-terra resume bem o espírito do lugar. O restaurante aparece entre os recomendados do Guia Michelin Brasil desde 2024.

Endereço: Rua Aprazível, 62 — Santa Teresa

Saiba mais: @aprazivel

Capiau

Aberto no fim de 2024 no Beco das Sardinhas, o Capiau resgata a tradição da cozinha caipira no Centro do Rio. O chef Diego Melão, criado na Serra da Mantiqueira Paulista, cozinha no fogão e no forno a lenha com naturalidade de quem cresceu no fogo. No menu aparecem carne de lata de bochecha de porco, frango caipira com feijão-manteiga e angu, linguiça conservada na lata e pão de queijo grelhado no disco de arado. Em 2025, a casa foi eleita o segundo melhor boteco do Rio pelo Veja Rio Comer & Beber.

Endereço: Rua Miguel Couto, 124a Centro

Saiba mais: @capiaubotequim

Casa da Roça

A Casa da Roça nasceu das lembranças de infância da proprietária, que voltou para a cozinha após perder a mãe. Hoje, o restaurante de Vargem Grande serve buffet de comida caipira feito no fogão a lenha, com arroz, feijão, farofa, linguiça mineira, moela e rabada preparados lentamente ao longo do dia. Cercada de verde, a casa ainda tem lago, redes, música ao vivo e clima de almoço de interior. A caipivodka de caju e a caipirinha frozen servida na leiteira já viraram marca registrada.

Endereço: Rua Paulo Duarte, 7 – Vargem Grande

Saiba mais: @casadarocavg

Sud, o pássaro verde

Depois de anos na alta gastronomia e uma estrela Michelin no currículo, Roberta Sudbrack decidiu voltar ao que chama de cozinha de verdade. Assim nasceu o Sud O Pássaro Verde, no Jardim Botânico. A casa tem apenas doze mesas, não aceita reservas e gira em torno de um forno a lenha montado à mão pelo artesão Fede Marismo. O cardápio muda diariamente, mas pratos como o frango caipira com legumes assados e o bolo molhado de chocolate aparecem com frequência no cardápio. Panos de prato no lugar dos guardanapos, luz natural e ingredientes de pequenos produtores ajudam a construir o clima despretensioso da casa.

Endereço: Rua Visconde de Carandaí, 35 – Jardim Botânico

Saiba mais: @sudopassaroverde

Tonamata

Em meio à mata atlântica de Vargem Grande, o Tonamata mistura samba, comida no fogo e clima de quintal. Mais de uma tonelada de feijoada sai do fogão a lenha toda semana, enquanto o chef Thiago Castro leva para a cozinha referências da comida de terreiro com técnica refinada. Em 2025, venceu a etapa Rio-Capital do Comida di Buteco com um petisco inspirado nas cinco regiões do Brasil. Aos sábados, a roda de samba começa no almoço e atravessa o dia.

Endereço: Estrada do Pacuí, 880 – Vargem Grande

Saiba mais: @tonamatavargemgrande