Na vitrine refrigerada da Adega Pérola ele não falta, vendido por unidade. O mesmo acontece no Real Chopp. Cozido na água e sal, o jiló nos dois casos ganha um pouco de cebola picada, e fica exposto ao lado de outros petiscos dessas duas casas emblemáticas de Copacabana. É comum ainda ele aparecer nas receitas de cozidos. No Bar do Mineiro, em Santa Teresa, ele aparece em forma de bolinho, uma versão que vem se popularizando na cidade, aparecendo com destaque no cardápio de bares, principalmente esses, e restaurantes. Fizemos uma lista de lugares que servem o ingrediente de modo criativo: tem jiló com bacalhau, caldinho e até mesmo acarajé feito com ele. Além desses três indicados, fizemos uma seleção com mais 17 lugares que servem jiló, em diversos preparos interessantes – muitos se tornaram itens “tombados” nos respectivos cardápios.
Aconchego Carioca
A chef Katia Barbosa criou o petisco em homenagem a seu amigo, Claude Troisgros, que é fã do jiló, e acabou batizando a receita. O jiló do Claude é cortado no sentido do comprimento, marinado no aceto balsâmico com mel e servido com boursin.
Endereço: R. Barão de Iguatemi, 245 – Praça da Bandeira
Saiba mais: @aconchegocariocarj
Adega Duas Nações
A tradicional casa portuguesa de Vicente de Carvalho serve o jiló de três maneiras: frito, e recheado, com carne seca ou linguiça calabresa.
Endereço: Av. Vicente de Carvalho, 995 – Vila da Penha
Saiba mais: @adegaduasnacoes
Adonis
Baixela
O botequim de Copacabana tem entre as suas especialidades a escabeche de jiló. Pão cortadinho acompanha. Vai bem com a cachaça da casa.
Endereço: Av. Rainha Elisabeth da Bélgica, 85 – Loja D – Copacabana
Saiba mais: @baixela.rio
Bar da Gema
Aqui o jiló tem status de especialidade da casa, aparecendo em diferentes receitas. O caldo de jiló já saiu do menu, mas ele aparece em forma de lasanha, com olho de linguiça e gratinado com queijo, e no chamado jilógrete, recheado com vinagrete. Além disso, os chips de jiló podem ser pedidos como petisco ou guarnição, na porção chamada coração amargurado.
Endereço: R. Dona Zulmira, 134 – Maracanã
Saiba mais: @bardagema
Bar da Portuguesa
Ele fica no balcão, na estufa que abriga ainda os salgadinhos preparados por Dondom, a matriarca que cuida da cozinha da casa desde a inauguração, em 1972. Ela criou a sua versão autoral: é o jiló recheado de carne-seca.
Endereço: R. Custódio Nunes, 155 – Ramos
Saiba mais: @bar_da_portuguesa
Bar do David
Um dos botecos mais famosos do Brasil, fica no Chapéu-Mangueira, no Leme, com filial em Copacabana. David Bispo cria petiscos criativos, como o acarajé de jiló, recheado com bacon, uma homenagem aos pais, mineiros.
Bar do Momo
O chef Antônio Laffargue está sempre bolando acepipes diferentes, muitas vezes ousados. Fã do ingrediente, ele criou o guacamole de jiló.
Bar Madrid
O cardápio transita entre a tradição espanhola e o cultura gastronômica carioca, de modo muito interessante, com um cardápio que sempre muda, com sabores especiais. O jiló gratinado recheado com camarões é um clássico, assim como o pastel de jiló com linguiça mineira.
Bar Xavier
O cardápio está sempre mudando, mas um item que está em cartaz desde a reinauguração, é a escabeche de jiló, que é servida com folhas de hortelã, dando frescor.
Bracarense
Lançado em 2012, em homenagem ao jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, que sugeriu o seu preparo, o bolinho de jiló com calabresa se tornou um dos petiscos “tombados” desse botequim histórico.
Brejo Bar
O Brejo Bar é um dos mais novos representantes da gastronomia do Flamengo, com a proposta de servir petiscos criativos ao mesmo tempo em que fincados na tradição dos botequins cariocas. A caponata de jiló tem pimentões vermelhos e amarelos, passas brancas, alho e alecrim, servido com sourdough e o ”jiló amarga menos que muita gente!” é empanado na farinha panko com parmesão.
Casa Porto
Algumas receitas de jiló já passaram pela casa. Ano passado, durante o festival Botecar, lançaram uma isca de fígado acebolado com jiló frito (os chips continuam em cartaz).
Churrasqueira
O restaurante mineiro, nascido em Juiz de Fora, tem um cardápio que faz reverência ao Estado. Os chips de jiló podem ser petisco ou servir de guarnição para os pratos de carne, especialidade da casa.
Labuta Bar
Que tal um sanduíche de jiló em conserva? Aqui tem. Jiló recheado, empanado e frito? Também. O ingrediente já apareceu várias vezes, de modos distintos, no cardápio desse bar que ajudou – e muito – a fazer Rua do Senado ganhar destaque no mundo inteiro.
Raiz-Nutella
Esse bar tem a irreverente proposta de apresentar dois ambientes, e dois cardápios distintos: como indica o nome, um deles bem tradicional, digno de botequim, e o outro mais, “gourmetizado”, como se diz. O jiló recheado com linguiça representa o lado raiz da birosca.
Tijolada
A receita guarda semelhança no início do preparo com o jiló do Claude, do Aconchego Carioca. No botequim de seu filho, Thomas, que servia uma versão parecida no premiado Olympe, tem o Jiló Tijolada. Ele é fatiado e grelhado, e depois recebe uma mistura com mel, vinagre, sal, pimenta, tomilho e alecrim. Depois de uns dias curtindo no tempero, ele é servido.























